











Um Caminho cru, antigo e verdadeiro
Este não é um caminho para ser o primeiro Caminho de Santiago. O Caminho de Inverno é exigente, pouco percorrido e com poucos serviços entre etapas. Em troca, oferece autenticidade. É o único Caminho que atravessa as quatro províncias galegas.
“Este caminho não ensina. Exige. E por isso mesmo, transforma.”
Monforte de Lemos → Monforte de Lemos · 0 km
Monforte é uma vila antiga, ligada aos Lemos, uma tribo celta. Suplemento de transporte em carrinha privada a partir de Valença (aprox. 1h40m). Visita pela cidade e carimbo da credencial no posto de turismo.
Monforte → Chantada · 32 km · ↑ 876 m
Um primeiro dia que não esconde nada. Não há serviços intermédios, cafés, nem casas de banho. Há miradouros, silêncio e a descida para Belesar com as vinhas em socalcos da Ribeira Sacra. São cerca de 20 km tranquilos e 10 km duros.
Chantada → Rodeiro · 28 km · ↑ 860 m
Continua a exigência. Apenas um café a meio do percurso. A subida à ermida de Nossa Senhora do Faro é o momento mais duro. A ermida está a 1187 metros de altitude, o centro geodésico da Galiza. Depois, 12 km de descida até Rodeiro.
Rodeiro → Lalín · 23 km · ↑ 444 m
Um constante sobe e desce, com a subida do Boi, curta mas intensa. Existe um café improvisado a meio. A motivação do dia chama-se Lalín e o seu tradicional cozido galego.
Lalín → Silleda · 16 km · ↑ 328 m
Dia de aliviar as pernas. Saída por um parque verde junto ao rio Deza. Trilho inesperado até à Ponte Taboada, ponte medieval de pedra. Apesar de curta, tem cafés e casas de banho ao longo do caminho.
Silleda → Deseiro · 31 km · ↑ 549 m
A etapa mais longa do percurso. Sem grandes dificuldades até ao final, com exceção dos últimos 11 km após a Ponte Ulla. Avistamos o Pico Sacro, montanha mítica. Terminamos no Albergue Reina Lupa, onde a Carmiña sabe receber como ninguém.
Deseiro → Santiago · 11 km · ↑ 293 m
Um passeio. Depois de tudo o que foi caminhado, esta chegada é tranquila, quase solitária. Para muitos, é a chegada mais bonita de todas. Avistamos a catedral de baixo, sem multidões, sem pressa. É mágico.
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Guia
Irene Carvalho Mota